MZM TechnoÚltimas notícias do site MZM Technohttp://lenon/mzm/Tue, 11 Mar 2008 20:05:22 -0300PHP2Go Feed Creator 0.5.8Academia Martins investe na formação de motoristas

Embora também dirijam, eles são mais do que simples motoristas. Tiram pedidos, ajeitam os produtos nas gôndolas, enfim, são decisivo elo na cadeia de ligação entre o fornecedor e varejista. Essa mão-de-obra de elite precisa de constante motivação e capacitação.

É o que faz a Martins Comércio e Serviços de Distribuição, de Uberlândia (MG), que associa ao seu ramo, atacadista, uma frota própria de mil caminhões operada por 900 motoristas, que além de técnicas de volante, recebem capacitação para se relacionar com universo e 240 mil varejistas.

Há cerca de um ano a empresa criou o que denomina Academia Martins de Distribuição, programa concebido para atingir quatro alvos certeiros:

  • Reduzir consumo de diesel, peças e pneus - três maiores itens de custos - através de cursos de direção econômica;
  • Aumentar a segurança e reduzir acidentes com adoção de técnicas de direção defensiva;
  • Reforçar a importância da carga chegar com rapidez e sem avarias às mãos dos varejistas;
  • Enfatizar o papel do motorista-vendedor como elo de ligação entre a Martins e seus milhares de clientes.

Marcos Amaral, gerente de gestão de frotas da Martins, entende que a reciclagem do pessoal de campo é uma maneira de reforçar a fidelidade do cliente. "A Academia Martins busca conscientizar o operador sobre a necessidade de reduzir o consumo de diesel, peças e pneus. Mas, além de motorista ele é vendedor e tem que saber lidar com o cliente, apresentar-se bem vestido e de barba feita", destaca Amaral.

Os motoristas da Martins têm segundo grau completo, recebem remuneração mensal que chega a R$ 2 mil e dirigem caminhões leves, médios e pesados. Além dos mil caminhões de três marcas - Wolkswagen, Mercedes-Benz e Iveco - a empresa trabalha com contingente igual de veículos pertencentes a agregados.

A frota própria da Martins gasta por ano R$ 20 milhões com óleo diesel. Em volume, isso representa um consumo em torno de 11 milhões de litros. Marcos Amaral trabalha com a perspectiva de que a academia possa contribuir para economizar R$ 440 mil por ano. "Isso representa cerca de 250 mil litros de diesel não utilizados de 672 mil quilos de monóxido de carbono não lançados no meio ambiente", destaca.

Nas salas da Academia Martins de Distribuição os motoristas vêem motores abertos, pneus e outros componentes do veículo para que entendam sua estrutura e funcionamento.

O gerente de frota da Martins diz que a reciclagem desse pessoal, espalhado em todo Brasil, exige programação para não desfalcar as equipes. "Nosso motorista responde pela entrega dos produtos aos pequenos e médios varejistas de todo o país", diz o executivo. "E como operamos nacionalmente, reforçamos no treinamento abordagem sobre cuidados que devem ser levados em conta na hora de dirigir em estradas em más condições de conservação e até mesmo sobre o perigo de 'caronas' e do tráfico de animais silvestres".

Há dois depoimentos de alunos sobre as vantagens dos cursos de reciclagem. Pedro Paulo Freitas, motorista do pólo de Ribeirão Preto, interior paulista, e Josenilson Cunha Pontes, do pólo de Brasília, destacam o conteúdo do treinamento. "Visitamos a sede da empresa, saímos com o caminhão na rua, assistimos a filmes. Estou satisfeito com o que aprendi. Agora, vou passar meus novos conhecimentos para os colegas lá de Ribeirão", diz Pedro. "A Academia veio numa hora muito boa. Achamos sempre que sabemos de tudo, mas é só assim que percebemos o quanto há para melhorar. Saio daqui um motorista mais completo e respeitoso no trânsito", destaca Josenilson.

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Good Card perto de romper a barreira de R$ 1 bi de faturamento
Com uma carteira de 3,5 mil clientes, que inclui empresas como Ambev, Sabesp, Nestlé, 3M, Telefônica, a gaúcha Embratec Good Card espera romper a barreira dos R$ 1 bilhão em faturamento em 2008.

A empresa, que obteve receita de R$ 600 milhões em 2006, vem registrando um aumento de 20% na carteira ao ano, segundo Wilson Alves, diretor comercial de frotas da empresa. A Good Card é uma tradicional fornecedora de soluções de gestão de abastecimento e transações eletrônicas.

Alves estima que há um mercado potencial de gestão de frotas de 800 mil veículos leves, sendo que 35% do mercado público no Brasil ainda está inexplorado. Segundo o executivo, cada vez mais os clientes demandam produtos de qualidade, baixo preço, customizados e com alta tecnologia.

Há uma demanda crescente das frotas por serviços de gestão terceirizados. "No próximo ano vamos investir R$ 11 milhões em tecnologia", diz.

Um dos principais objetivos da Good Card, que utiliza o software Good Management, é contribuir para a formação de gestores de frotas, capacitando profissionais para extrair e analisar os indicadores de gestão e agir de maneira correta.

Entre os clientes da Good Card no setor público está a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A empresa decidiu terceirizar a gestão do abastecimento há dois anos e obteve uma redução de 9,5% nos gastos com combustíveis. O contrato envolveu toda a frota de 1,6 mil veículos da Sabesp que está distribuída em 22 unidades no estado.

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Copel encontra solução dentro de casa

Na contramão do mercado, a Companhia Paranaense de Energia (Copel) avança com frota e gestão próprias. O sistema de controle e eficiência da área de transporte da estatal, que possui 2,5 mil veículos, já serviu de modelo para outras companhias e vem provando que muitas vezes a solução está dentro da própria empresa, desde que se tenha uma estrutura organizada e focada em resultados.

Com gastos anuais de R$ 25 milhões com o setor de transporte, dos quais 40% com combustível, a empresa pretende cortar em 25% os custos até 2010, segundo Silmar van der Broocke, superintendente de logística de serviços. A meta é ousada, considerando-se que nos últimos dois anos a empresa acelerou a renovação da frota (10% por ano) e ampliou em 2% o número de veículos, ritmo que deve ser mantido nos próximos anos. Nesse período, a empresa conseguiu reduzir em 3% os gastos.

Para cortar despesas, a empresa colocou em prática uma série de programas, que vão desde o maior monitoramento dos veículos até a substituição dos carros a gasolina pelos modelos flex e a diesel. Os veículos da Copel rodam em média 58 milhões de quilômetros por ano e cobrem cerca de 300 municípios do Paraná. A frota da empresa é composta de 2.547 veículos, 255 motocicletas e 721 equipamentos, como guindastes e cestas aéreas.

Em junho de 2006, eles passaram a contar com um sistema coletor de dados, que permite rastrear informações sobre desempenho do motorista, número de paradas, tempo de execução das atividades, além de monitorar indicadores de custos, como consumo de combustível e troca de peças.

Hoje toda a frota já funciona com o sistema, que absorveu R$ 2 milhões e vai servir de base para a companhia melhorar seus processos. Victor Ferigotti Júnior, gerente do departamento de administração de transportes, conta que já está definido, por exemplo, que serão ministrados cursos de direção econômica para os motoristas. Os condutores já dispõem de treinamento de direção preventiva, o que tem ajudado a manter um índice baixo de acidentes. "Nossa média é de dois acidentes com perda total a cada dois anos", afirma.

De acordo com Ferigotti Júnior, por conta desse conhecimento da área a estatal descarta terceirizar a frota e a gestão dos ativos. "Pagaríamos uma taxa de administração para outros fazerem o que sabemos fazer", afirma.

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Enersul terceiriza gestão de combustíveis e manutençãoA Enersul, empresa controlada pela Energias do Brasil que distribui energia em 73 municípios do Mato Grosso do Sul, atingiu um alto nível de gestão de sua frota. É uma frota de 321 veículos, composta, em sua maior parte, por comerciais leves e com cerca de 30 caminhões. Desde 2003, a empresa tem um contrato de abastecimento com a Good Card e dois anos depois decidiu terceirizar a gestão da manutenção com o mesmo prestador de serviços. Agora, foi dado o último passo para reforçar o controle da operação: foram adotados recursos de telemetria para monitorar a condução do veículo e também foi implantado um sistema de gerenciamento de tráfego.

A administração da frota da Enersul está altamente profissionalizada e apoiada em um programa anual de renovação, que substitui os carros, comerciais leves e caminhões mais antigos, cujo custo por quilômetro supera a média da família de veículos do mesmo modelo e idade.

Toda a frota da empresa é própria e tem uma idade média de 4,5 anos. Se a capacidade operacional do veículo está abaixo dos padrões operacionais, ele é naturalmente indicado para renovação.

"Com os informes fornecidos pela Good Card conseguimos todos os dados que precisamos para fazer uma boa gestão", afirma Adriano da Silva, gerente de serviços gerais responsável pela frota da Enersul. Sua unidade acumula também a gestão da frota de 10 comerciais leves da Energest, empresa de geração do grupo Energias do Brasil que opera três usinas no Mato Grosso do Sul. "Sabemos, por exemplo, que os nossos custos de operação estão em um excelente nível, se comparados com os das outras empresas do grupo. Conseguimos avanços na garantia das peças e no controle da hora técnica", diz.

Desde que decidiu terceirizar a gestão do abastecimento de combustível, a Enersul, segundo Silva, conseguiu uma redução de 13% no custo por quilômetro dos veículos da frota. A Empresa aposta agora, apoiada em recursos de telemetria e cursos de treinamento, no aperceiçoamento da sua mão-de-obra para alcançar ganhos adicionais de desempenho. Outro estudo levado adiante pela Enersul é de locação da frota, que pode ser uma opção de médio prazo.

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