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Copel encontra solução dentro de casa
Na contramão do mercado, a Companhia Paranaense de Energia (Copel) avança com frota e gestão próprias. O sistema de controle e eficiência da área de transporte da estatal, que possui 2,5 mil veículos, já serviu de modelo para outras companhias e vem provando que muitas vezes a solução está dentro da própria empresa, desde que se tenha uma estrutura organizada e focada em resultados. Com gastos anuais de R$ 25 milhões com o setor de transporte, dos quais 40% com combustível, a empresa pretende cortar em 25% os custos até 2010, segundo Silmar van der Broocke, superintendente de logística de serviços. A meta é ousada, considerando-se que nos últimos dois anos a empresa acelerou a renovação da frota (10% por ano) e ampliou em 2% o número de veículos, ritmo que deve ser mantido nos próximos anos. Nesse período, a empresa conseguiu reduzir em 3% os gastos. Para cortar despesas, a empresa colocou em prática uma série de programas, que vão desde o maior monitoramento dos veículos até a substituição dos carros a gasolina pelos modelos flex e a diesel. Os veículos da Copel rodam em média 58 milhões de quilômetros por ano e cobrem cerca de 300 municípios do Paraná. A frota da empresa é composta de 2.547 veículos, 255 motocicletas e 721 equipamentos, como guindastes e cestas aéreas. Em junho de 2006, eles passaram a contar com um sistema coletor de dados, que permite rastrear informações sobre desempenho do motorista, número de paradas, tempo de execução das atividades, além de monitorar indicadores de custos, como consumo de combustível e troca de peças. Hoje toda a frota já funciona com o sistema, que absorveu R$ 2 milhões e vai servir de base para a companhia melhorar seus processos. Victor Ferigotti Júnior, gerente do departamento de administração de transportes, conta que já está definido, por exemplo, que serão ministrados cursos de direção econômica para os motoristas. Os condutores já dispõem de treinamento de direção preventiva, o que tem ajudado a manter um índice baixo de acidentes. "Nossa média é de dois acidentes com perda total a cada dois anos", afirma. De acordo com Ferigotti Júnior, por conta desse conhecimento da área a estatal descarta terceirizar a frota e a gestão dos ativos. "Pagaríamos uma taxa de administração para outros fazerem o que sabemos fazer", afirma.
(Fonte: Anuário de Gestão de Frotas, Treinamento e Pós-vendas - DEZ/2007)
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