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Academia Martins investe na formação de motoristas
 Embora também dirijam, eles são mais do que simples motoristas. Tiram pedidos, ajeitam os produtos nas gôndolas, enfim, são decisivo elo na cadeia de ligação entre o fornecedor e varejista. Essa mão-de-obra de elite precisa de constante motivação e capacitação. É o que faz a Martins Comércio e Serviços de Distribuição, de Uberlândia (MG), que associa ao seu ramo, atacadista, uma frota própria de mil caminhões operada por 900 motoristas, que além de técnicas de volante, recebem capacitação para se relacionar com universo e 240 mil varejistas. Há cerca de um ano a empresa criou o que denomina Academia Martins de Distribuição, programa concebido para atingir quatro alvos certeiros: - Reduzir consumo de diesel, peças e pneus - três maiores itens de custos - através de cursos de direção econômica;
- Aumentar a segurança e reduzir acidentes com adoção de técnicas de direção defensiva;
- Reforçar a importância da carga chegar com rapidez e sem avarias às mãos dos varejistas;
- Enfatizar o papel do motorista-vendedor como elo de ligação entre a Martins e seus milhares de clientes.
Marcos Amaral, gerente de gestão de frotas da Martins, entende que a reciclagem do pessoal de campo é uma maneira de reforçar a fidelidade do cliente. "A Academia Martins busca conscientizar o operador sobre a necessidade de reduzir o consumo de diesel, peças e pneus. Mas, além de motorista ele é vendedor e tem que saber lidar com o cliente, apresentar-se bem vestido e de barba feita", destaca Amaral. Os motoristas da Martins têm segundo grau completo, recebem remuneração mensal que chega a R$ 2 mil e dirigem caminhões leves, médios e pesados. Além dos mil caminhões de três marcas - Wolkswagen, Mercedes-Benz e Iveco - a empresa trabalha com contingente igual de veículos pertencentes a agregados. A frota própria da Martins gasta por ano R$ 20 milhões com óleo diesel. Em volume, isso representa um consumo em torno de 11 milhões de litros. Marcos Amaral trabalha com a perspectiva de que a academia possa contribuir para economizar R$ 440 mil por ano. "Isso representa cerca de 250 mil litros de diesel não utilizados de 672 mil quilos de monóxido de carbono não lançados no meio ambiente", destaca. Nas salas da Academia Martins de Distribuição os motoristas vêem motores abertos, pneus e outros componentes do veículo para que entendam sua estrutura e funcionamento. O gerente de frota da Martins diz que a reciclagem desse pessoal, espalhado em todo Brasil, exige programação para não desfalcar as equipes. "Nosso motorista responde pela entrega dos produtos aos pequenos e médios varejistas de todo o país", diz o executivo. "E como operamos nacionalmente, reforçamos no treinamento abordagem sobre cuidados que devem ser levados em conta na hora de dirigir em estradas em más condições de conservação e até mesmo sobre o perigo de 'caronas' e do tráfico de animais silvestres". Há dois depoimentos de alunos sobre as vantagens dos cursos de reciclagem. Pedro Paulo Freitas, motorista do pólo de Ribeirão Preto, interior paulista, e Josenilson Cunha Pontes, do pólo de Brasília, destacam o conteúdo do treinamento. "Visitamos a sede da empresa, saímos com o caminhão na rua, assistimos a filmes. Estou satisfeito com o que aprendi. Agora, vou passar meus novos conhecimentos para os colegas lá de Ribeirão", diz Pedro. "A Academia veio numa hora muito boa. Achamos sempre que sabemos de tudo, mas é só assim que percebemos o quanto há para melhorar. Saio daqui um motorista mais completo e respeitoso no trânsito", destaca Josenilson.
(Fonte: Anuário de Gestão de Frotas, Treinamento e Pós-vendas - DEZ/2007)
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